Atualmente, 64% dos estudantes saem da escola pública sem atingir esse patamar, destaca o Globo
Principal novidade do Plano Nacional de Educação (PNE) recém-sancionado, as novas metas de aprendizagem estabelecidas no texto são desafiadoras e vão exigir uma mudança no foco do eixo central da política educacional do país, apontam especialistas, passando do acesso à rede para a qualidade do ensino em si. A lei agora prevê que todo aluno termine as etapas iniciais e finais do ensino fundamental (5º e 9º anos, respectivamente) e o ensino médio com pelo menos conhecimento básico do conteúdo oferecido. Atualmente, 64% dos estudantes saem da escola pública sem atingir esse patamar, o que dimensiona o tamanho do problema.
O antigo PNE previa uma métrica diferente para mensurar a qualidade da aprendizagem, definindo metas no Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação (Ideb), composto pela nota do aluno no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e pela taxa de aprovação. Agora, a lógica é outra: o objetivo exige que todo o aluno atinja um nível mínimo de desempenho.
“As metas são bastante ambiciosas, mas factíveis. E, mais do que isso, são necessárias. Não será simples atingir em uma década. Mas é possível, desde que a aprendizagem, sobretudo a redução do percentual de estudantes abaixo do básico, ganhe real prioridade na agenda educacional, o que não temos visto hoje”, pontua Gabriel Corrêa, diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação.
Leia na íntegra: O Globo
