MPF apontou falhas de acessibilidade no certame do Instituto Federal Catarinense, segundo a Carta Capital
O reitor do Instituto Federal Catarinense (IFC), Rudinei Kock Exterckoter, suspendeu no domingo, dia 7, o concurso público para professor de Libras da instituição após recomendação expedida pelo Ministério Público Federal (MPF). A medida atende a uma representação protocolada pelo órgão na última semana, após denúncia coletiva apresentada por 45 candidatos surdos que relataram falhas de acessibilidade durante a realização das provas.
A decisão ocorre dois dias depois de CartaCapital revelar as denúncias encaminhadas pelos candidatos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC). O grupo questiona a ausência de recursos de acessibilidade, a qualidade da tradução das provas para Libras e a falta de profissionais especializados para atender candidatos surdos e surdo-cegos. Há dois meses, a reportagem acompanha o grupo de WhatsApp criado pelos denunciantes para atualizar o caso.
Na recomendação – assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto em Santa Catarina, Carlos Humberto Prola Junior – o MPF aponta a existência de “indícios robustos de possíveis irregularidades” capazes de comprometer a igualdade de condições entre os participantes do certame.
Leia na íntegra: Carta Capital
