IA joga luz sobre como avaliações são ruins, diz presidente do comitê de educação da OCDE

Para professor de Harvard, adaptação e capacidade de aprender continuamente são o mais importante em um mercado de trabalho transformado, segundo a Folha

A inteligência artificial (IA) avança em uma velocidade que os sistemas educacionais têm dificuldade para acompanhar. Para o professor francês Charles Fadel, o problema não está apenas em ensinar estudantes a usar novas ferramentas, mas em repensar o que a escola considera importante ensinar.

Fadel, que é professor e fundador do Centro para a Reformulação Curricular, em português (CCR) da escola de pós-graduação da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e presidente do comitê de educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), defende modernizar o currículo para abrir espaço a áreas como tecnologia, estatística, engenharia, ciências sociais e empreendedorismo, sem abandonar os conhecimentos básicos.

O especialista afirma que a mudança também precisa chegar às avaliações, que deveriam cobrar mais a capacidade de formular perguntas, analisar respostas e refletir sobre o próprio processo de aprendizagem.

Segundo o professor, o Brasil tem uma base educacional e tecnológica que permite acelerar a preparação dos estudantes para a era da inteligência artificial. “O Brasil é um dos raros países que têm uma enorme oportunidade.”

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo