Derrotas de aliados do funcionalismo e mudanças nas bancadas desafiam a articulação de pautas de interesse dos servidores, aponta o Jota
O grupo de parlamentares que atua em defesa do funcionalismo público perderá nomes históricos na próxima legislatura. Entre os nomes que deixarão o Congresso em fevereiro de 2027 estão o senador Paulo Paim (PT-RS), que não concorreu à reeleição, e o deputado André Figueiredo (PDT-CE) e a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), que não se elegeram. Erika Kokay (PT-DF), uma das principais representantes de pautas trabalhistas na Câmara dos Deputados, também deixará a Casa após ser derrotada na disputa pelo Senado.
Com as mudanças na composição do Congresso, saem de cena parlamentares que ocupavam posições estratégicas na defesa dos servidores públicos, tanto na condução de frentes parlamentares quanto na articulação de projetos de interesse da categoria. Em paralelo, o PL ampliou a presença no Legislativo, com 121 deputados federais e 19 senadores eleitos, e se consolidou como a maior bancada nas duas Casas.
A sigla é associada a uma agenda de redução do Estado e à reforma administrativa defendida durante o governo Jair Bolsonaro (PL). A proposta previa restringir a estabilidade aos ocupantes de cargos considerados típicos de Estado, além de alterar regras de contratação e organização do serviço público. As mudanças são alvo de críticas de entidades representativas dos servidores, que veem risco de enfraquecimento das garantias da categoria.
Para as entidades representativas dos servidores, a nova composição do Congresso exigirá esforço adicional para reunir apoio às pautas do funcionalismo, negociar projetos e barrar propostas consideradas prejudiciais à categoria. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) afirmou que o resultado do primeiro turno “acendeu um sinal de alerta para a classe”.
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