Após suspensão temporária de demissões pelo TRT-PR, Petrobras reitera que trabalhadores serão desligados

Segundo a empresa, audiência de conciliação em março será para discutir benefícios a demitidos

A Petrobras continua decidida a encerrar as atividades da fábrica de fertilizantes paranaense Araucária Nitrogenados (Ansa), além de demitir os 396 empregados da unidade, apesar do forte protesto dos sindicatos da categoria que mantém estado de greve em várias unidades há 19 dias.

Em nota, a estatal destacou que na audiência de conciliação marcada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná para o próximo dia 6 de março, será discutido com o Sindiquímica-PR “as condições do pacote de benefícios para os desligamentos dos seus 396 empregados dentro do cronograma de hibernação previsto.”

Na última terça, 18, durante reunião de conciliação entre as partes, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região (TRT-PR) Rosali Batista, determinou a suspensão temporária das demissões até a reunião prevista para o dia 6 de março.

A decisão havia sido considerada uma vitória importante dos petroleiros em greve há 18 dias. A desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista havia reconhecido que demissões em massa precisam ser negociadas com o sindicato, ao contrário do que a gestão da Petrobras tem feito no processo pelo qual quer vender a subsidiária.

A revogação das demissões na Fafen-PR e o cumprimento do acordo coletivo de trabalho são a principal reivindicação dos petroleiros. A situação na fábrica foi o estopim da greve. Segundo a FUP, a estatal desrespeita o acordo coletivo de trabalho com as demissões sem negociação com sindicatos.

A medida da empresa afeta mil trabalhadores no total, incluindo os 400 diretos e 600 terceirizados. Bacelar explica que os terceirizados não estavam no processo de dissídio e greve.

A greve nacional dos petroleiros completa 19 dias e tem adesão de mais de 21 mil trabalhadores em 121 unidades do sistema Petrobras. Os trabalhadores estão mobilizados em 13 estados.

Com informações de O Globo e Rede Brasil Atual

Compartilhar