Quarentena é prorrogada em Santa Catarina por mais sete dias

Decisão foi um recuo do Governo do Estado após anunciar um plano de retomada gradual da economia durante a semana, o que permitiria o retorno de serviços não essenciais a partir do dia 1.

O governador Carlos Moisés anunciou neste domingo (29) que o isolamento social com restrição de atividades não essenciais será prorrogado por mais sete dias em Santa Catarina por causa do coronavírus, com exceção de alguns serviços, como obras públicas, obras da construção civil, bancos e lotéricas, que terão regras definidas para poderem funcionar. O atual decreto de restrição se estende até terça-feira (31), quando será prorrogado até dia 7.

Moisés também atualizou o número de casos confirmados no Estado, que cresceu para 197, um aumento de 13 casos em relação à última atualização. São 16 pacientes internados na UTI em hospitais catarinenses. No entanto, não foram divulgadas as cidades dos novos pacientes. De acordo com a Secretaria de Saúde, a nova atualização será feita hoje (30).

A decisão de prorrogar o período de isolamento foi divulgada aos representantes de 21 associações de municípios e da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) na manhã deste domingo. Foi um recuo do Governo do Estado após anunciar um plano de retomada gradual da economia durante a semana, o que permitiria o retorno de serviços não essenciais a partir do dia 1.

Mais tarde, em vídeo, o governador anunciou que apenas as obras públicas e obras da construção civil terão flexibilização. Além disso, fica mantida a decisão de retomar o trabalho nos bancos a partir de segunda-feira (30), porém com uma série de restrições que foram definidas em decreto.

O governador ainda pediu aos municípios que façam normas de repetição daquilo que o Estado vem determinando ou que façam a adesão das medidas restritivas que Santa Catarina tem adotado. Moisés ainda fez o apelo à população para que permaneça em isolamento domiciliar.

“Fiquem em casa porque a gente não consegue recuperar as vidas humanas. A economia e o emprego nós vamos recuperar, mas as vidas não conseguimos resgatar. Coloque isso na balança e entenda que o momento é de quem pode ficar em casa, fique para proteger os idosos e quem se encontra em grau de vulnerabilidade”, alertou.

Fonte: NSC


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