Jornada amplia luta em defesa de direitos sociais

No próximo dia 23, milhares de trabalhadores de todas as categorias dos setores público e privado paralisarão suas atividades para irem às ruas de todo o país protestar contra toda reforma que retire direitos. A mobilização terá como principais eixos a luta contra a reforma da Previdência, a Emenda 3, a política econômica e o pagamento da dívida pública. O movimento defenderá emprego, salário digno, reforma agrária, moradia e o direito de greve e combaterá a criminalização dos movimentos sociais.

Além das reformas neoliberais do governo Lula, do projeto de lei complementar 01/07, que congela salários no serviço público federal e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a jornada de luta do dia 23 vai servir também para que cada categoria proteste pelo atendimento de suas reivindicações específicas. Os docentes das Ifes, por exemplo, em 11 de abril solicitaram uma audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para apresentar sua pauta e reivindicar a abertura das negociações. O máximo que conseguiram foi uma audiência com o secretário de Educação Superior do MEC, quase um mês depois.

A paralisação nacional cumpre a Agenda de Lutas 2007 aprovada no Encontro Nacional, organizado por diversas entidades dos movimentos social, sindical e popular, do dia 25 de março em São Paulo e congregará as atividades da Jornada Nacional de Mobilização Contra as Reformas Neoliberais – de 21 a 25 deste mês. Além da paralisação, algumas categorias de servidores públicos já decidiram entrar em greve, como o Ibama.

A Apufsc está convocando assembléia geral para a próxima terça-feira, dia 22, para debater as formas de participação dos professores da UFSC na jornada nacional de luta. A adesão à manifestação foi aprovada na reunião do Setor das Federais, realizada no dia 4 de maio, e na Plenária dos Servidores Públicos Federais, em 5 de maio, com a paralisação das atividades no serviço público no dia 23.

De acordo com informações da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), os metalúrgicos de São José dos Campos e de várias cidades de Minas Gerais estão preparando paralisações das fábricas. Os Sindicatos da construção civil de Belém e de Fortaleza estão organizando paralisações das obras. Os trabalhadores da Fundação Hospitalar de Minas Gerais também decidiram greve e o Sindicato dos trabalhadores da rede privada de saúde está preparando paralisações no setor. Os professores de educação básica já votaram greve nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina e na rede municipal de Belo Horizonte com manifestações durante o dia. Nas regiões de Campinas e de Santos também estão sendo preparadas mobilizações envolvendo trabalhadores do setor metalúrgico e de outros segmentos. Entidades representativas do movimento dos trabalhadores rurais sem terra, como MTST, MST e MTL, também preparam ações para o dia 23.

Principais bandeiras

– Contra a reforma da Previdência

– Contra toda reforma que retire direitos – não à Emenda 3

– Por emprego, salário digno, reforma agrária e moradia

– Contra a política econômica e o pagamento das dívidas interna e externa

– Em defesa do direito de greve e contra a criminalização dos movimentos sociais

– Reforma agrária

– Emprego para todos, redução da jornada de trabalho sem redução de salários

– Em defesa do direito irrestrito de greve, contra a criminalização dos movimentos sociais

– Em defesa do serviço público: educação e saúde pública, gratuita e de qualidade para todos

– Direito de moradia digna para todos

– Em defesa do meio ambiente, contra a destruição da Amazônia

-Valorização do salário mínimo e das aposentadorias

– Contra a autonomia do Banco Central

– Contra todas as formas de discriminação e opressão racial, homofóbica e sexista

– Pela anulação do leilão da privatização da Vale do Rio Doce

. Energia com tarifa social

. Pela democratização dos meios de comunicação

– Em defesa dos lutadores e lutadoras do movimento sindical e popular, pela reintegração imediata de todos dirigente sindicais, a exemplo dos companheiros do Metrô de SP, e pela imediata libertação dos presos políticos

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