Na contramão do governo federal, prefeituras começam a reduzir salário de servidores

Prefeitura de Jundiaí, em São Paulo, anunciou cortes que variam de 5% a 30%

Enquanto o ministro Paulo Guedes defende a manutenção dos salários de servidores federais para evitar efeito deflacionário da economia, prefeituras de alguns estados vão na direção contrária e começam a reduzir os vencimentos do funcionalismo. Em São Paulo, a prefeitura de Jundiaí, a 58 quilômetros da capital, anunciou neste final de semana corte de até 30% nos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e secretários Adjuntos. Os vereadores terão redução de 30% nos vencimentos. A economia será de mais de R$ 5 milhões ao mês.

As reduções salariais anunciadas serão formalizadas em Projeto de Lei que será encaminhado para a Câmara Municipal votar. Mas segundo o vereador Faouaz Taha, presidente da Câmara, a medida já tem a concordância dos 19 parlamentares.

Outros servidores da prefeitura em cargos comissionados terão reduções entre 5% e 10%. Na Câmara, a economia esperada é de R$ 3 milhões mensais.

Em pronunciamento, o prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, informou que a procura por serviços de saúde de pacientes com problemas respiratórios cresceu em 129% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em Florianópolis, foi anunciada a redução salarial na última quinta-feira (2). A medida deve gerar uma economia de R$ 100 mil, que serão destinados ao fundo de combate ao coronavírus na cidade, como informa o ND Mais. Os salários afetados são do prefeito, vice-prefeito e secretários, com redução de 20 a 30% a depender do cargo. A medida vale por 60 dias.

Leia na íntegra: O Globo

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