Em rede social, Weintraub reforça seu apoio a Bolsonaro após saída de Sérgio Moro

“Não tenho que escolher entre combate à corrupção e defesa da liberdade (ou a luta contra o socialismo)”, diz ao afirmar que o o ex-ministro da Justiça errou “na essência e na forma”

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, posicionou-se em relação à demissão do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. Pelo Twitter, Weintraub reforçou estar ao lado do presidente Jair Bolsonaro e disse estar decepcionado com o ex-juíz. Ressaltou ainda que não tem  “que escolher entre combate à corrupção e defesa da liberdade (ou a luta contra o socialismo)”.

“Estão comentando onde eu estava no pronunciamento do Presidente @jairbolsonaro. Estava onde sempre estive e estarei: ao lado do Presidente.”, publicou na sexta-feira (24), logo após o discurso.

Weintraub disse ainda estar “longe de ter digerido tudo”. “Porém, além da decepção em relação ao Sérgio Moro, vou falar o óbvio: estou #FechadoComBolsonaro”. 

“Não tenho que escolher entre combate à corrupção e defesa da liberdade (ou a luta contra o socialismo). Os dois ideais são claros e compatíveis. Ninguém é dono dessas bandeiras e PESSOAS ERRAM. Nesse episódio, Sérgio Moro errou na essência e na forma! Estou #FechadoComBolsonaro.”, escreveu.

Em uma das postagens, o ministro da Educação faz uma comparação entre Sérgio Moro ao compositor alemão Richard Wagner, antissemita e um dos ídolos de Adolf Hitler. “Não confunda o autor com sua obra. As músicas de Wagner são esplêndidas. Ele como pessoa era um monstro. Há jogadores de futebol que calados são poetas. Quando abrem a boca… A Lava a Jato salvou o Brasil. Moro agora errou na essência e na forma. A obra fica, as pessoas passam.” 

No sábado, Weintraub publicou foto tirada durante o pronunciamento, em que os ministros aparecem junto ao presidente. “Somos TODOS interesseiros ou ficamos ao lado da verdade?”, questionou. Em meio à pandemia do novo coronavírus, não houve respeito ao distanciamento social durante o discurso transmitido em rede nacional. O único a usar máscara, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, foi Paulo Guedes, ministro da Economia.

Imprensa Apufsc

Compartilhar