Todos pela Educação: novo ministro terá de fazer o contrário dos antecessores

Organização civil especializada em Educação cobra diálogo e destaca falta de experiência em gestão pública educacional por Milton Ribeiro

Quarto ministro da Educação em um ano e meio de governo Bolsonaro, o pastor Milton Ribeiro terá de restabelecer o diálogo e fazer uma gestão técnica pautada pela construção de soluções com os atores responsáveis pela implementação da política nacional. “Ou seja, exatamente o contrário do que o governo federal fez até aqui”, alerta o Todos pela Educação, entidade da sociedade civil sem fins lucrativos especializada na área.

Em nota, a organização demonstra preocupação com a falta de experiência em gestão pública educacional de Milton Ribeiro, ex-vice-reitor da Universidade Mackenzie, e com as nomeações feitas para o Conselho Nacional de Educação, criticadas por secretários estaduais, conforme mostrou o Congresso em Foco.

“A questão-chave que se coloca, portanto, é se o novo ministro dará sequência à uma agenda desestabilizadora e voltada para a guerra ideológica, ou se buscará um caminho diferente”, diz nota do Todos pela Educação

O professor colombiano Ricardo Vélez Rodríguez e o economista Abraham Weintraub deixaram o cargo sob forte crítica de especialistas em educação, que não viam qualificação técnica nem espaço ao diálogo com eles.

Carlos Alberto Decotelli foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas sequer foi empossado. Caiu após a descoberta de que não havia concluído cursos de doutorado e pós-doutorado que exibia em seu currículo e de que era suspeito de ter plagiado parte de sua dissertação de mestrado.

Veja a íntegra da nota do Todos pela Educação:

“Caso o objetivo seja melhorar a Educação brasileira, não são poucos os desafios do novo ministro da Educação, Milton Ribeiro. A começar pelo reestabelecimento do diálogo e de uma gestão técnica pautada na construção de soluções com aqueles que, de fato, implementam a política educacional. Ou seja, exatamente o contrário do que o governo federal fez até aqui.

Dado o contexto, a sua falta de experiência na gestão pública educacional é ponto importante de atenção. Além disso, as nomeações de integrantes para o Conselho Nacional de Educação realizadas hoje pelo Governo, deixando de fora representantes das redes de ensino, vão na contramão do que o momento exige e adiciona fervura a um quadro já tumultuado.

A questão-chave que se coloca, portanto, é se o novo ministro dará sequência à uma agenda desestabilizadora e voltada para a guerra ideológica, ou se buscará um caminho diferente e em sintonia com os desafios reais da educação brasileira, brutalmente acentuados pelo grave cenário da pandemia.”

Leia na íntegra: Congresso em Foco

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