Maiores universidades públicas decidem manter aulas remotas

Instituições como USP, Unesp e UFRJ já sinalizaram que não há previsão de retorno para atividades presenciais, como é exposto em matéria da Gazeta do Povo

Mesmo após liberação da retomada presencial pelo governo do São Paulo, publicada no Diário Oficial do estado no dia 7 de julho, a maior universidade brasileira, a USP, decidiu, por ora, manter as aulas remotamente. A exceção são as atividades essencialmente práticas, que têm permissão para ocorrerem nas dependências da universidade. A USP informou, no entanto, que as implicações da decisão do governo estadual sobre a liberação das aulas presenciais serão consideradas em um comunicado futuro.

Da mesma forma, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) ainda não tem uma definição sobre a retomada presencial. Em março, a Unesp havia definido o sistema remoto como único modelo de ensino durante todo o ano de 2021. Apesar de manter em aberto a revisão da medida, na ocasião a universidade havia informado que considera ser muito difícil que isso ocorra.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que também figura entre as maiores do país, não tem previsão para a volta às aulas presenciais. No plano de cinco fases elaborado para o enfrentamento da Covid-19, a instituição está atualmente na fase três.

“A fase 3, chamada de Ensino Remoto, é a que a UFRJ se encontra atualmente e permanecerá enquanto os riscos de contágio da COVID sejam elevados. Tem como características o ensino remoto na graduação e na pós-graduação; trabalho remoto e trabalho presencial somente em atividades essenciais”, informou a UFRJ à reportagem. De acordo com a instituição, a fase seguinte, que contempla o ensino híbrido, “terá início assim que o risco de contágio for baixo (R abaixo de 1,0) e houver condições da presença segura de alunos, técnicos e docentes”.

Em maio, a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, declarou que a volta às aulas presenciais possivelmente não ocorreria na universidade em 2021 por falta de verba e destacou que havia chances de a maior parte das 68 federais do país fazerem o mesmo.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) afirmou que as atividades presenciais estão ocorrendo em regime emergencial. Para a liberação das atividades práticas emergenciais, o professor da disciplina deve fazer a proposição, que será submetida à avaliação do colegiado de curso e do comitê de biossegurança setorial. Não há, entretanto, previsão de retomada mais abrangente no modelo híbrido.

Já a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou à reportagem que a retomada das aulas presenciais de sido feita de forma gradual – de acordo com as autorizações das autoridades sanitárias locais e o plano de retorno aprovado pela instituição. Atualmente, a UFMG registra 11 cursos em atividades presenciais, além de algumas atividades de pesquisa e extensão.

A universidade mineira diz que dará prosseguimento ao planejamento das demais atividades presenciais “assim que houver a devida autorização das autoridades locais, tendo em vista o planejamento da oferta de disciplinas para o segundo semestre de 2021, bem como o impacto na vida da comunidade e da cidade que esse retorno pode ocasionar”.

Já a Universidade Federal do Ceará (UFC) definiu o retorno presencial para 27 de setembro. A decisão ocorreu após liberação por parte do governo cearense, no final de junho, para a retomada das aulas presenciais no ensino básico e superior.

Leia na íntegra: Gazeta do Povo

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