Paralisação de servidores pode semear uma greve geral, diz presidente da CUT

Segundo o líder sindical, em entrevista à Carta Capital, há dificuldades para mobilizar trabalhadores a cruzar os braços, mas a pauta está presente em debates internos

A paralisação de servidores públicos marcada para o dia 18 de agosto pode semear uma greve geral, afirmou Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores, em entrevista ao canal de CartaCapital no YouTube, nesta segunda-feira 2. Segundo o líder da maior organização sindical brasileira, há dificuldades relevantes para convencer trabalhadores a cruzar os braços, mas a pauta está presente em discussões internas das centrais sindicais.

A declaração ocorre após servidores públicos das esferas municipal, estadual e federal prometerem uma paralisação da categoria neste mês contra a reforma administrativa que tramita por meio da Proposta de Emenda à Constituição 32. Conforme mostrou CartaCapital, a iniciativa motivou os organizadores dos recentes protestos contra o presidente Jair Bolsonaro a priorizar essa data no calendário de agosto.

“Se a paralisação for bem-sucedida, uma nova data vai ser marcada, e nós vamos no crescente até chegar a uma grande greve nacional, porque os motivos existem”, declarou. “Nós apostamos muito nisso. A greve geral é uma construção, as categorias vão tomando consciência. Embora o momento que a gente vive seja muito grave, se a gente não lutar, a gente não vence.”

Leia na íntegra: Carta Capital

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