Valem nada

Por Nestor Roqueiro

Pelo visto vamos continuar com o confronto espúrio denominado “filiação nacional”, fazer o que? Com toda a destruição das instituições públicas que estamos vivendo, e em particular com a terra arrasada na educação e na ciência que este governo esta promovendo e da qual sairemos, quiçá, em algumas décadas, tanto o andes como o proifes (sim, ambas com minúscula) não dão sinais de vida. E nós vamos nos dilacerar para escolher em qual túmulo queremos ser enterrados, grande coisa!

Entrei no primeiro debate atrasado meia hora, nem sei quem estava falando, mas se referia a algo que aconteceu em 1985!!!, saí na mesma hora. Agora me deparo com um artigo kilométrico definhando questões legais sobre o que fazer com o papel higiênico (https://www.apufsc.org.br/2019/04/02/papel-higienico/), como se questões legais servissem de algo para enfrentar o desmonte da universidade.

Estou retornando agora para o CR e pensei que poderia colaborar com a mobilização da classe, com campanhas para engajamento dos professores nas atividades sindicais (não recreativas), com planejamento de pautas de reivindicação laboral e dou de cara com que? Disputa legal pelo poder de ser dirigido por duas entidades que não valem nada. Incapazes de fazer política (a verdadeira, a de solução de problemas coletivos) dentro da universidade, incapazes de convencer alguém de se filiar e participar de uma atividade coletiva em prol do bem comum, incapazes de pensar a universidade e influenciar as instâncias de decisão política nacional, nos digladiamos em uma disputa inócua por entregar o troféu Apufsc a um dos sindicatos nacionais. Inócua, sim, pois no “dia depois” continuaremos no mesmo marasmo, mas agora devidamente subjugados.

Professor do Departamento de Automação e Sistemas

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