Retorno às aulas requer implementação de políticas públicas de segurança sanitária

Para o professor Paulo Inácio Prado, em entrevista ao Jornal da USP, mesmo com o avanço da vacinação, são necessárias medidas de segurança sanitária e testagem em massa para garantir a segurança dos alunos

O governo de São Paulo anunciou o retorno das aulas presenciais para alunos da rede pública e particular do ensino fundamental e médio. A decisão foi anunciada em um momento em que a vacinação de adolescentes e crianças é incerta. O Observatório Covid-19 Br elaborou uma nota técnica sobre a reabertura das aulas presenciais para aumentar a compreensão dos desafios envolvidos e medidas para evitar casos da doença entre jovens com baixa ou nenhuma cobertura vacinal.

“A vacina é uma proteção muito importante, mas os outros cuidados ainda são necessários, especialmente no meio escolar, onde a gente tem uma quantidade grande de pessoas convivendo proximamente, por muito tempo”, contou o professor Paulo Inácio Prado, do Instituto de Biociências (IB) da USP e membro do Observatório Covid-19 BR. Segundo ele, é preciso que as escolas sigam os protocolos de segurança sanitária para evitar o contágio no ambiente escolar, como higienização constante, distanciamento e evitar locais fechados.

A nota destaca a importância da cobertura vacinal, assim como a eficácia que os imunizantes têm ao longo do tempo. Crianças de 12 anos de idade não serão vacinadas em 2021 e jovens acima dessa faixa etária estão somente com a primeira dose. Atualmente, evidências apontam que a eficácia da vacina diminui com o tempo para certos grupos e, mesmo sendo fundamental para a proteção contra a covid-19, a vacina não oferece proteção absoluta contra a doença. Assim, o retorno às aulas com uma maioria de alunos sem a imunização completa requer cuidados especiais para evitar casos neste grupo.

Leia na íntegra: Jornal da USP

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