Em dia de mobilização, servidores federais cobram mesa de negociação e confirmam indicativo de greve em 9 de março

É reivindicada recomposição salarial de 19,99%

Os servidores públicos federais realizaram nesta quarta-feira (2) mais um ato nacional pela recomposição salarial. A mobilização iniciou no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios, e, em seguida, os servidores caminharam até a Praça do Três Poderes e para a Câmara dos Deputados.

“Os atos mostram a unidade do serviço público federal em busca de recomposição das perdas inflacionárias, que já passam dos 28%. A mobilização será intensificada nas próximas semanas”, afirmou o presidente do Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) e da Federação Nacional dos Auditores de Controle Interno Público (Fenaud), Rudinei Marques. Os servidores reivindicam recomposição salarial de 19,99%.

Com faixas, apitos e balões, o funcionalismo pediu, em frente ao Palácio do Planalto, que o presidente receba os servidores para tratar da recomposição.

Ato nesta quarta-feira, em Brasília (Foto: Ascom/Anesp)

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e o Fonacate enviaram ofícios ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e representantes do Legislativo e Judiciário para discutir a importância de se abrir uma mesa de negociação sobre o tema.

O indicativo de greve dos servidores federais segue previsto para 9 de março.

“A resposta do governo tem sido o silêncio”

Coletiva de imprensa reuniu representantes dos servidores

Em entrevista coletiva realizada à tarde, a deputada Alice Portugal (PCdoB), representante da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, disse que “é a hora de denunciarmos esse desmando de anos sem reajuste”, e garantiu que há hoje “uma ampla maioria de deputados de todas as siglas que não aceitam essa contra-reforma administrativa e apoia a recomposição salarial dos servidores”. Alice finalizou dizendo que há a expectativa de que o reajuste aconteça.

David Lobão, diretor do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), explicou que, mesmo com todas as movimentações e ofícios enviados, não houve resposta do governo federal. “O que nós cobramos é que seja instalada uma mesa de negociação, mas não tem sinalização do governo. Estamos cobrando do Congresso, do STF e da Casa Civil, como também já cobramos bastante do Ministério da Economia. Mas a resposta tem sido o silêncio”, disse durante a coletiva.

Os representantes dos servidores lembraram que o dia 4 de abril é o prazo limite para ser enviado ao Congresso o projeto do reajuste, devido à legislação eleitoral, e reforçaram que os prazos são viáveis, a depender da vontade política do governo. Garantiram também que existe espaço orçamentário para que seja feita a recomposição.

“A reivindicação que estamos fazendo é das mais óbvias, que é recuperar as perdas salariais inflacionárias”, destacou Fabiano dos Santos, diretor do Sintrajud e da Fenajufe. “Há muitas possibilidades de se discutir se houver uma mesa de negociação”, complementou David Lobão.

Assista ao vídeo da coletiva:

Calendário da Campanha Salarial Unificada

7 a 11/2 – Plenárias regionais que decidirão sobre diversas ações e atividades a serem realizadas dentro da campanha salarial;
14 a 25/2 – Jornada de Lutas com estado de greve;
9/3 – Indicativo de Greve Nacional do Serviço Público.

Imprensa Apufsc

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