UFSC é parceira do Supremo Tribunal Federal em programa de combate à desinformação

A UFSC será representada pela Comissão de Confiabilidade Informacional e Combate à Desinformação

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é uma das instituições parceiras do Supremo Tribunal Federal (STF) no Programa de Combate à Desinformação. As parcerias do programa foram apresentadas nesta quarta-feira, 18 de maio, em cerimônia realizada na Sala de Sessões da Primeira Turma do STF, com a participação dos ministros Luiz Fux e Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e parceiros do programa.

A UFSC será representada pela Comissão de Confiabilidade Informacional e Combate à Desinformação (Cidad), um programa de extensão interinstitucional que desenvolve ações em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A iniciativa do STF já conta com 35 parceiros. São universidades federais e estaduais, associações de magistrados, do Ministério Público, de membros da Polícia Federal, Ordem dos Advogados do Brasil, organizações de jornalismo e checagem de dados e startups da área de tecnologia e informação, entre outras.

A princípio, os parceiros deverão colaborar com o Supremo em ações de comunicação do Programa, relacionadas à detecção de notícias falsas ou deturpadas, treinamentos e capacitações de servidores, jornalistas e formadores de opinião e produção e direcionamento para informações verdadeiras. Ações específicas de cada parceiro serão definidas em acordos de cooperação e memorandos de entendimento.

Conforme notícia publicada no site do tribunal, “as primeiras universidades parceiras – 15 universidades estaduais ou federais – desenvolverão pesquisas sobre o fenômeno da desinformação em diversas áreas de estudo, bem como projetos de extensão para além de combater notícias falsas com informações, esclarecer o que realmente é responsabilidade do STF. A parceria com a academia busca não apenas envolver os estudantes no combate à desinformação, mas envolver as comunidades alvo das ações de extensão e, com isso, aproximar a sociedade da Corte”.

Também foi anunciado um acordo de cooperação entre o STF e o TSE para a promoção de ações voltadas à conscientização da ilegalidade e do caráter antidemocrático das práticas de desinformação. Conforme texto do acordo, a união de esforços buscará a “construção de um ambiente informacional saudável e transparente, mediante o desestímulo à criação e à disseminação de afirmações falsas e discursos de ódio”.

O Programa de Combate à Desinformação foi criado em agosto de 2021 por resolução do presidente do STF, ministro Luiz Fux. Na época, o ministro enfatizou que a desinformação “mina a confiança nas instituições e prejudica a democracia” ao comprometer a capacidade dos cidadãos de tomarem decisões bem informadas, com impactos sociais, políticos, econômicos e jurídicos de cunho negativo.

Após a solenidade, o tribunal deu início a uma roda de conversas com as instituições parceiras com o tema Combate à Desinformação: desafios para o Poder Judiciário, para o Brasil e para o mundo. A programação começou nesta quarta, dia 18, com o painel Parcerias com os setores público e privado para combater a desinformação e prossegue nesta quinta-feira com discussão sobre o Papel das agências de checagem e da sociedade civil para combate a notícias falsas, com início às 10h, e Contribuição das universidades para a preservação da democracia, às 14h. Os eventos serão transmitidos pelo canal do YouTube do STF.

Fonte: Notícias da UFSC

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