Oposição reúne assinaturas para CPI do MEC, mas criação trava em Pacheco

Em 2021, presidente do Senado segurou por dois meses a instalação da CPI da Covid, apenas lendo o requerimento após decisão do STF

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), reuniu todas as assinaturas necessárias para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as suspeitas sobre o Ministério da Educação .

O requerimento para a criação da comissão agora conta com 27 assinaturas, exatamente o mínimo necessário.

A instalação da comissão agora depende da leitura do requerimento em plenário, pelo presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O senador por Minas já adiantou que considera que a proximidade do período eleitoral “prejudica o escopo de uma CPI”.

No ano passado, Pacheco segurou por mais de dois meses a instalação da CPI da Covid, apenas lendo o requerimento após decisão do Supremo Tribunal Federal.

A CPI para investigar o balcão de negócios do ministério ganhou novo impulso após a operação da Polícia Federal que atingiu na quarta-feira (22) o ex-ministro Milton Ribeiro.

O senador Randolfe Rodrigues então aumentou os esforços para coletar as assinaturas faltantes. No mesmo dia, decidiram endossar o requerimento o líder do MDB Eduardo Braga (MDB-AM) e a bolsonarista Soraya Thronicke (União Brasil-MS).

Randolfe disse nesta quinta-feira (23) que ainda buscaria uma margem maior de assinaturas antes de protocolar o documento. Havia conversas com o senador Otto Alencar (PSD-BA) e com Marcelo Castro (MDB-PI), que é o presidente da Comissão de Educação do Senado. A previsão é que o requerimento seja protocolado na próxima semana.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo

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