Apufsc distribui estudo sobre defasagem dos salários dos professores

Documento foi elaborado pelos professores Nelson Casarotto e Nestor Roqueiro e mostra a perda de poder aquisitivo da categoria nos últimos anos

Nesta terça-feira, dia 19, a Apufsc-Sindical começou a distribuir o estudo “Evolução dos salários dos professores, perdas, necessidade de reposições”, elaborado pelos professores filiados Nelson Casarotto e Nestor Roqueiro, com assessoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O documento apresenta dados que demonstram a perda de poder de compra da categoria e qual seria a reposição salarial necessária para recuperar esse poder aquisitivo. Dos 1 mil exemplares impressos, cerca de 100 foram distribuídos na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que aconteceu nesta terça-feira no auditório da Reitoria. O material impresso estará à disposição para retirada nas sedes da Apufsc e será distribuído nos departamentos.

Material distribuído pela Apufsc-Sindical sobre salário dos professores tem tiragem de mil exemplares (Imagem ilustrativa)

A intensa mobilização dos servidores públicos federais por reajuste salarial começou em janeiro deste ano, devido às propostas de reajuste que o governo federal sinalizou apenas para a categoria dos policiais. Desde o governo Temer, não há reajuste no serviço público, e os servidores acumulam perdas inflacionárias significativas.

Em 4 de julho, venceu o prazo legal para concessão de reajuste salarial sem que o governo federal tivesse enviado qualquer proposta ao Congresso Nacional. Agora, a campanha por reajuste está com foco nos próximos anos e nos candidatos à Presidência, começando a organização com antecedência.

O material elaborado pelos professores Nelson Casarotto e Nestor Roqueiro traz o debate para os professores universitários, mostrando o impacto que a falta de reajustes tem sobre os salários reais da categoria. Entre os dados apresentados, está a perda de 22% do poder de compra em 2022 comparado ao salário de 2014, quando começou a ocorrer um considerável decréscimo no poder aquisitivo dos salários. A previsão do estudo é de que em janeiro de 2023 essa perda chegue a 24%, sendo necessário um reajuste de 32% sobre o salário atual para recuperar o poder de compra.

:::: Acesse aqui a versão do material em PDF

Imprensa Apufsc

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