Proifes-Federação apresenta proposta de reestruturação de carreira em reunião com Andifes

Federação foi representada pelo presidente, Wellington Duarte, e pelo diretor de Assuntos Educacionais do Magistério Superior, Geci Silva

Nesta quinta-feira, dia 21, o Proifes-Federação, representado pelo presidente Wellington Duarte e pelo diretor de Assuntos Educacionais do Magistério Superior, Geci Silva, participou da reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Na ocasião, foi apresentada a proposta de reestruturação de carreira do Proifes-Federação, bem como a contraproposta a ser apresentada ao governo federal na próxima reunião da Mesa de Negociação Específica da Educação.

Presidente do Proifes-Federação, Wellington Duarte, participou da reunião de forma remota (Foto: Proifes/Divulgação)

O presidente Wellington Duarte participou de forma remota da reunião e reforçou o histórico do Proifes na assinatura dos últimos acordos referentes à carreira, bem como sua atuação nas negociações com o governo federal. “Os professores e professoras são partes fundamentais das universidades e institutos federais e precisam de valorização em sua carreira profissional, por isso estamos aqui apresentando a nossa proposta de reestruturação de carreira e buscando o apoio necessário para que saiamos vitoriosos nas negociações”, afirmou.

Em sua apresentação, Geci Silva elencou as preocupações atuais com a carreira, como o não cumprimento do atual piso do professor, e “o fato de termos uma carreira economicamente empobrecida que a curto, médio e longo prazo não será capaz de atrair nem de reter a inteligência e o talento necessários para a manutenção e o avanço da qualidade da educação superior brasileira, colocando o sistema em colapso”.

Considerações para contraproposta

O Proifes apresentou também alguns pontos que foram levados em consideração para a criação da contraproposta. Entre eles, estão: considerar as diferentes gerações de professores/as, conforme reformas previdenciárias; a não possibilidade de existir uma carreira única de professor federal; manutenção da isonomia salarial entre Magistério Superior e EBTT e o necessário avanço na recuperação das perdas acumuladas desde março de 2015, que até fevereiro deste ano é de 36,63%.

Geci Silva explicou ainda que a contraproposta a ser apresentada terá como objetivo principal reajustes em 2024, 2025 e 2026, de modo que em 2026 a malha salarial cumpra com o piso do professor de 2024, R$ 4.580,57, reajustado considerando a projeção do IPCA de 2024 em 4% e o de 2025 em 4%. Ou seja, considerar em 2026 o salário de entrada do professor 40h graduado como sendo R$ 4.954,34.

“O Proifes tem trabalhado de maneira árdua nas negociações, buscando o diálogo e procurando caminhos políticos, espaço e subsídio para que docentes das universidades e institutos federais sejam de fato valorizados. Para isso, pedimos também o apoio da Andifes para que, de forma urgente, o MEC constitua um Grupo de Trabalho para o debate da carreira do Magistério Superior e EBTT”, declarou Geci.

A presidente da Andifes, Márcia Abrahão agradeceu a participação do Proifes na reunião de pleno e se dispôs a colaborar com a federação no apoio necessário para o bom andamento das pautas apresentadas dentro das negociações com o MEC.

Fonte: Proifes-Federação