Fim da escala 6×1: emendas para adiar medida em dez anos têm apoio da maioria dos deputados de SC

Duas propostas que tentam ampliar transição e dar incentivo a empresas tiveram adesão de parlamentares catarinenses, destaca o NSC

Catorze dos 16 deputados federais de Santa Catarina assinaram uma das duas emendas que pretendem adiar o fim da escala 6×1 por 10 anos. Os textos também propõem mudanças como manter a jornada de 44 horas de trabalho semanais para serviços considerados essenciais e o predomínio de acordos negociados entre sindicatos e empresas em relação ao previsto na legislação.

As duas emendas apresentadas têm a intenção de adiar em 10 anos o fim da escala 6×1, além de outras mudanças de transição. Um texto, assinado pelo deputado Sérgio Turra (PP/RS), é considerado mais abrangente e prevê também benefícios a empresas afetadas, como redução do depósito de FGTS patronal de 8% para 4%, além de outros incentivos tributários. A outra emenda, de Tião Medeiros (PP/PR), é mais enxuta e foca na redução para 40 horas semanais daqui a 10 anos, em margem para negociações coletivas e manutenção de jornada de 44 horas para setores essenciais.

A emenda de Sérgio Turra teve a assinatura de 14 dos 16 deputados federais de SC. Apenas Ana Paula Lima e Pedro Uczai, ambos do PT, ficaram de fora das assinaturas. Já a emenda do deputado Tião Medeiros teve a adesão de 12 dos 16 deputados — neste caso, além de Ana Paula e Uczai, também deixaram de assinar os deputados Geovania de Sá (Republicanos) e Ricardo Guidi (PL).

A Apufsc-Sindical defende o fim da escala 6×1 por melhores condições de trabalho e de vida. Clique aqui e participe da campanha de mobilização que visa pressionar os deputados federais catarinenses a se posicionarem a favor do PL e votarem pela aprovação da pauta em plenário.

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