Nesta semana, foram visitados os campi de Joinville e Blumenau; na semana que vem, é a vez de Araranguá
A Diretoria da Apufsc-Sindical iniciou nesta semana uma série de visitas aos campi da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no interior. Entre os assuntos debatidos, estão o plano de saúde e o novo dossiê sobre as condições de trabalho docente que está sendo elaborado pelo sindicato.
A agenda começou na quarta-feira, dia 20, em Joinville, com reuniões com o diretor e a vice-diretora do campus e com docentes. Conforme o presidente da Apufsc, Bebeto Marques, a preocupação maior é com o plano de saúde. Na cidade, eles contam com a Unimed Joinville, e a adesão se dá por meio da UFSC ou do Crea, já que o corpo docente é formado por muitos engenheiros. “Nós ficamos de promover uma reunião dos interessados com o pessoal da Assefaz, para eles entenderem melhor o que essa gestora de plano de saúde oferece”, contou Bebeto.
Sobre as condições de trabalho, a Diretoria da Apufsc questionou quais são as principais demandas. “Também se conversou muito sobre o problema da sede, já que eles estão pagando cerca de R$ 700 mil por mês, o que dá um volume elevadíssimo, quase R$ 9 milhões por ano. Foi relatado que desde a constituição do campus de Joinville, só de aluguéis, a UFSC já pagou mais de R$ 100 milhões”, contou o presidente do sindicato.
A universidade tem um terreno na cidade para a construção de um prédio próprio mas, segundo direção e docentes, para a obra e preparação da área, seriam necessários quase R$ 200 milhões. “É algo que incomoda muito os dirigentes, os professores lá do campus de Joinville”, completou Bebeto.
No dia seguinte, a Diretoria esteve no campus Blumenau, onde foi recebida pelo vice-diretor, que apresentou os problemas da nova sede, em particular a adequação de laboratórios. “É um lugar muito bonito, espaçoso, estão todos muito contentes, mas obviamente há problemas de adaptação, rede elétrica, espaço para laboratório, além de que ainda resta a questão do contrato de posse da propriedade”, explicou Bebeto.
Conforme apresentado pela direção, houve um recurso inicial de R$ 40 milhões para a nova sede, mas cerca de R$ 12 milhões foram utilizados pela Reitoria da UFSC para outros fins. A universidade deve oferecer um terreno que é patrimônio da União para completar o valor, mas até que isso ocorra, ainda há pendências jurídicas.
O plano de saúde também foi pauta em Blumenau. Docentes apontaram descontentamento com o atual contrato com a Unimed, e também receberam informações sobre outras possibilidades, como a Assefaz.
“Foi muito proveitoso. O pessoal valoriza a Apufsc e sugeriu uma série de questões relativas ao funcionamento do sindicato”, avaliou Bebeto.
A agenda continua na próxima semana. Na quinta-feira, dia 28, a Diretoria da Apufsc estará no campus da UFSC em Araranguá.
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