Após a exibição do filme, haverá roda de conversa
O Instituto Memória e Direitos Humanos promove nesta sexta-feira, dia 14, o lançamento da cinebiografia de Derlei De Luca, às 14h, no auditório do Centro Socioeconômico (CSE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Após a exibição do filme, haverá roda de conversa com Alcides Goularti e Giani Rabelo, Lúcia Haygert, do Coletivo Catarinense Derlei De Luca, Andréia Daltoé e Juliana Grigoli.
Na ocasião, serão apresentados os livros No corpo e na alma, de Derlei De Luca (2002) e Cartas e exílio: memórias de infâncias marcadas pela ditadura militar, organizado por Helena de Oliveira e Nadejda Marques.
Sobre Derlei de Luca
Natural de Santa Catarina, Derlei foi perseguida pelo regime militar e chegou a ser exilada do país. Ela foi presa e fichada em 12 de outubro de 1968, durante o 30º Congresso da UNE, em Ibiúna (SP), que reunia estudantes universitários e fazia oposição ao regime. O evento foi descoberto pelo Exército, resultando na prisão de centenas de estudantes — entre eles, 15 catarinenses, que foram levados ao Dops de São Paulo e, após alguns dias detidos, transferidos para Florianópolis, onde foram fichados e soltos sob liberdade vigiada.
“Chegando a Florianópolis, as viaturas rodaram conosco por toda a cidade e a ordem era largar-nos onde não houvesse gente. Uns foram soltos antes da ponte Hercílio Luz, outros depois da ponte e outros ainda na Agronômica. Tudo para evitar que os estudantes que nos esperavam fizessem alguma manifestação”, relatou Derlei em carta.
Dois meses depois da promulgação do Ato Institucional Número Cinco (AI-5), em dezembro daquele ano, Derlei deixou Florianópolis sem avisar ninguém. Durante o exílio, ela viveu em países como Chile, Panamá, Peru e Cuba.
A vida de Derlei Catarina de Luca esteve intrinsecamente ligada à busca, ao recebimento e à preservação de documentos, que serviram tanto ao seu engajamento ativista quanto à sua jornada pessoal de resgate da memória e da justiça.
Derlei Catarina de Luca faleceu no dia 18 de novembro de 2017, aos 70 anos, em São Paulo, vítima de um câncer de pulmão.
Fonte: UFSC
