Questão racial e de gênero cresce entre livros de escolas públicas

Levantamento da Folha considera obras adotadas nos anos finais do ensino fundamental

Literatura afro-brasileira e narrativas que abordam feminismo, questões étnico-raciais e de direitos humanos ganharam um pouco mais de espaço nas listas de livros literários adotados por escolas públicas nos anos finais do ensino fundamental.

É o que mostra um levantamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a pedido da Folha, sobre as obras literárias mais solicitadas por instituições de ensino para compra por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), política do Ministério da Educação (MEC) que abastece as redes de ensino públicas.

Das 20 obras com maior demanda para o 6º e o 7º anos (que atendem alunos de 11 e 12 anos), 5 tinham uma dessas temáticas em 2024, ante 3 em 2020. O aumento da presença de livros sobre racismo, questões de gênero e literatura afroindígena também foi observado no 8º e 9º anos (jovens de 13 e 14): passou de 4, em 2020, para 6, em 2024.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo