Principal problema é a falta de integração do CNPq a dados públicos, aponta o relatório, segundo o UOL
Um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) obtido pelo UOL identificou inconsistências que levaram ao pagamento de bolsas a quem não atende os critérios. O órgão analisou mais de 175 mil termos de concessão do auxílio em 2024 e, além de mortos e sócios de empresas, encontrou servidores públicos na folha de pagamento, pessoas acumulando bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com benefícios de outros órgãos federais e estaduais e falta de comprovação das matrículas dos bolsistas junto às universidades.
O CNPq pagou mais de R$ 2,6 bilhões em fomento à pesquisa a 174 mil bolsistas em 2024. A quantia é referente ao valor mensal das bolsas, taxas para cobrir despesas dos pesquisadores e premiações. As cifras fazem com que a fundação tenha a maior folha de pagamento para fomento à pesquisa e inovação do país, segundo a CGU. Ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPq banca iniciação científica para alunos na graduação e pesquisadores de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado).
Entre 2021 e 2025, 98 bolsistas que já morreram receberam o benefício em algum momento depois do óbito. Destes, 32 ganharam valores que, até junho do ano passado, somaram R$ 508,9 mil. Segundo a CGU, os pagamentos seguiram por meses — em alguns casos, por anos.
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