Segundo o governo, restrição não é definitiva e pode ser revista para atender necessidades específicas, aponta o Estadão
O governo federal ficou sem dinheiro para pagar R$ 105,5 bilhões em despesas neste ano, considerando gastos que estão programados para 2026 e faturas herdadas de anos anteriores frente aos limites disponíveis para pagamento em cada órgão. Os ministérios da Saúde e Educação são os mais afetados.
Procurado, o Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que a restrição não é definitiva e pode ser revista para atender necessidades específicas.
Somando todos os ministérios, o governo tem R$ 330,9 bilhões em despesas não obrigatórias para pagar neste ano, incluindo o Orçamento de 2026 (R$ 226,3 bilhões) e os chamados restos a pagar, ou seja, faturas de anos anteriores que ainda não foram quitadas e estão “penduradas” (R$ 104, bilhões).
O espaço disponível para pagamento, porém, é menor, de R$ 225,4 bilhões, já considerando o bloqueio orçamentário em vigor, conforme o decreto de programação orçamentária e financeira do terceiro bimestre, publicado no último dia 30. “Essa diferença implica uma restrição de R$ 105,5 bilhões, ou 31,9% do total”, diz uma nota técnica da Consultoria de Orçamentos do Senado.
Leia na íntegra: Estadão
