Ele defende plano de universalizar programa que dá auxílio financeiro a alunos pobres de ensino médio para evitar evasão, mas especialistas criticam custo alto da estratégia, segundo o Estadão
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, defende a universalização do programa Pé-de-Meia, como promete o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reeleito. O programa de bolsas para alunos do ensino médio custou R$ 12 bilhões neste ano, quase metade do orçamento discricionário do Ministério da Educação (MEC), transferindo dinheiro para estudantes mais pobres.
A estratégia é considerada eficiente para frear a evasão, mas a concessão de bolsas para todos os alunos do ensino médio público, independentemente da renda, é criticada por especialistas. Eles veem a iniciativa como um investimento caro, que tem drenado recursos de outras áreas do ministério, como o ensino em tempo integral e a alfabetização. Além disso, economistas preveem restrição fiscal nos próximos anos.
“Na escola pública, no ensino médio, são todos lutadores, são famílias de classe média baixa ou pobres que precisam de auxílio. É um estímulo para o estudante permanecer na escola e passar de ano, e tem funcionado muito bem”, disse o ministro ao Estadão, ao ser questionado sobre a possibilidade de um foco do programa nos alunos que mais precisam, como pedem os educadores.
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