“Reproduzir a ideia de que ganhamos sem trabalhar é injusto, é impróprio e fere nossa dignidade profissional”, diz Bebeto Marques

Presidente da Apufsc foi entrevistado na manhã desta segunda-feira no Bom Dia Santa Catarina

O presidente da Apufsc, Bebeto Marques, deu entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, nesta segunda-feira (1º), para defender os professores da UFSC de uma acusação mentirosa feita pelo comentarista Renato Igor na sexta-feira passada. O jornalista afirmou que os professores da universidade estão “recebendo sem trabalhar”.

No sábado, a Apufsc divulgou um vídeo manifesto nas redes sociais com uma série de relatos dos docentes sobre suas atividades durante a quarentena e também pediu uma retratação da emissora. A NSC convidou o presidente do sindicato para falar em nome dos professores, no mesmo telejornal. “Diferentemente do que afirmou Renato Igor, nós estamos trabalhando e ganhamos por isso. Reproduzir a ideia de que ganhamos sem trabalhar é injusto, é impróprio e fere nossa dignidade profissional”, disse Bebeto Marques.

Confira aqui o vídeo com a entrevista completa.

Ele lembrou que os docentes da UFSC têm trabalhado para auxiliar a população e órgãos de saúde pública durante a pandemia. Ele citou como exemplo a Farmácia Escola da UFSC, onde atuam seis professores, quatro farmacêuticas da UFSC e 14 estagiários, com uma média de 5 mil atendimentos por mês. Lembrou também dos profissionais do Hospital Universitário e dos que estão trabalhando ativamente na produção de materiais de proteção individual, álcool em gel, respiradores, além de todo o atendimento de atividades científicas, pós-graduação, participação em bancas, que não pararam durante a quarentena. “A UFSC não está ausente.”

Bebeto Marques foi questionado sobre a demora da UFSC em adotar programas de ensino remoto e deixou claro que é o Conselho Universitário e a reitoria que devem se posicionar sobre o tema. Mas esclareceu que atingir 41 mil alunos por uma modalidade de ensino remoto requer estrutura por parte de alunos e por parte da universidade — estrutura aliás que já faltava antes da pandemia, com a série de cortes feitos pelo Ministério da Educação. “Ensino remoto não é meramente você transformar o conteúdo de modo digital e disponibilizar para o aluno. Requer uma inteiração”, afirmou. “É preciso registrar que só 22% das instituições privadas estão oferecendo ensino remoto. Entre as federais, só 7 de 59 estão oferecendo ensino remoto.”

Assista ao vídeo produzido pela Apufsc sobre o trabalho dos professores durante a quarentena.

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