Diretor do Enem pede demissão em meio à crise no MEC

Demissão de Paulo César Teixeria foi confirmada pelo INEP na noite de quarta-feira (27) ao G1

 

O diretor de Avaliação da Educação Básica , Paulo César Teixeira, pediu demissão na última quarta-feira (27), informa o site G1. A Daeb é responsável por coordenar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pedido de demissão de Teixeira ocorreu um dia depois de a demissão do presidente do INEP, Marcus Vinicius Rodrigues, ter sido publicada no Diário Oficial da União.

Também na quarta-feira, a jornalista Eliane Castanhêde, da Globo News, chegou a noticiar a demissão do Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, posteriormente negada pelo presidente Jair Bolsonaro via Twitter.

A crise que se arrasta no MEC em função dos conflitos entre “olavistas”, técnicos e militares já levou à demissão de pelo menos 15 pessoas do alto escalão do ministério. Desde a semana passada, com polêmica portaria da avaliação da alfabetização, o foco de atenção passou a ser o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

O motivo da demissão do presidente do INEP, Marcus Vinicius Rodrigues, teria sido a publicação da portaria que cancelava a avaliação da alfabetização. Em entrevistas, Rodrigues afirmou que tinha o respaldo do secretário de alfabetização, Carlo Nadalim, para publicar a portaria.

O site G1 confirma esta informação ao divulgar cópia de despacho do secretário Carlos Nadalim em que este afirma: “Solicitamos que no corrente ano não seja aplicada nenhuma avaliação para a etapa de alfabetização”. O documento está assinado pelo secretário de alfabetização, Carlos Francisco de Paula Nadalim.

A Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb) é responsável pela montagem das provas objetivas e pela redação do Enem. Desde o início da gestão Bolsonaro, a pasta foi alvo de polêmica. Em janeiro, o presidente anunciou Murilo Resende como diretor da Daeb e a nomeação dele chegou a ser publicada no Diário Oficial do dia 16 daquele mês, mas Resende não chegou a assumir porque a nomeação foi revogada dois dias depois. A reportagem do G1 destaca a série de recuos, declarações polêmicas e demissões no MEC nos últimos três meses.

 

Leia: G1


L.L.