Ministro da Educação recompõe ala militar no MEC em busca de apoio, mas sua permanência no cargo é incerta

Após quatro meses na cadeira, Milton Ribeiro tenta se fortalecer, sob críticas de ser ausente na condução da pasta, que só repassou até agora 30% dos recursos prometidos para ajudar escolas no retorno às aulas

Sem base de apoio, o quarto ministro da Educação na gestão de Jair Bolsonaro, o pastor Milton Ribeiro, tenta recompor a ala militar na pasta para obter sustentação no governo. São pelo menos quatro militares em cargos relevantes no ministério.

Um deles, Ricardo Augusto Ribeiro de Souza, chegou a pertencer à gestão do ex-ministro Ricardo Vélez Rodriguez, saiu e agora voltou com a nova administração. O movimento é visto internamente como uma aposta do titular para se fortalecer no comando do órgão, uma vez que tem sido visto como um ministro “fraco” na Esplanada, sem traquejo político nem conhecimento da pasta.

Aliados já preveem que Ribeiro não sobreviverá a uma possível reforma ministerial no próximo ano. A visão é de que ele “não aguenta o tranco”, sobretudo quando a pandemia arrefecer e começarem as pressões esperadas, a respeito, por exemplo, de contingenciamentos de recursos. Alguns apostam inclusive que sua permanência se dê no máximo até março.

Pesa ainda contra Ribeiro a má gestão do MEC durante a pandemia. Ele teria repassado até agora 30% dos recursos prometidos para ajudar escolas no retorno às aulas. De R$ 525 milhões que Milton Ribeiro anunciou, no início de outubro, para ajudar nos planos de retomada das aulas presenciais, a pasta diz ter repassado R$ 170 milhões — cerca de 32% do total

O ministério ainda enfrenta um corte de cerca de R$ 1,1 bilhão no orçamento deste ano para realização de obras, além da previsão de redução de recursos para o próximo ano.

Leia na íntegra: O Globo e Revista Fórum

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