Pela segunda vez, Enem deixa de abordar ditadura militar

Segundo matéria da Folha, conteúdos de história do ensino médio sumiram da prova desde o início do governo Bolsonaro

Pela segunda vez consecutiva, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não teve questões sobre regimes militares, totalitários ou conflitos contemporâneos, como a Guerra Fria. Esses conteúdos só deixaram de ser cobrados durante o governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Os professores de cursinho veem com preocupação a ausência desses assuntos, já que são conteúdos obrigatórios no ensino médio. Questões sobre o período da ditadura militar no Brasil apareceram em todas as edições do exame desde 2009, quando ele adquiriu o formato atual.

A avaliação é de que a ausência desses assuntos seja resultado do trabalho de uma comissão criada pelo Inep para fazer uma triagem ideológica da prova. Na época, 66 questões foram excluídas por terem “abordagens controversas” e “teor ofensivo”, segundo os responsáveis pela varredura.

A maioria das questões excluídas do banco de itens (de onde são selecionadas as perguntas da prova) era da área de ciências humanas e linguagens.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo

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