Reitor da UFG e presidente da Andifes comenta dificuldades das universidades com cortes de orçamento

Edward Madureira destaca que situação das instituições é “extremamente dramática”, como indica Jornal Opção

Na quinta-feira, 29, Edward Madureira, reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), afirmou em Live da reitoria que o retorno das aulas presenciais na universidade depende de decréscimo consistente no número de pessoas contaminadas e taxa de ocupação hospitalar mais baixa. Edward Madureira, que também preside a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), comentou sobre a situação orçamentária das universidades federais.

Além do orçamento de 2021 ter sido aprovado com vetos presidenciais que cortaram mais recursos das universidades e do Ministério da Educação, foi anunciado nesta quinta-feira,29, um bloqueio de 13,8%. Na UFG, a redução do orçamento em 2021 é de mais de R$ 20 milhões.

“A situação é absolutamente dramática e nós reitores estamos mobilizados o tempo todo. Tivemos reunião hoje, temos outra semana que vem, vamos à Brasília tentar sensibilizar os parlamentares porque a situação em 2021 não está nem um pouco fácil para as universidades”, ressaltou o reitor. Agrava o quadro o fato de o orçamento estar dividido em duas partes – 40% não condicionado e 60% condicionado à aprovação de projetos de lei para sua liberação. 

“A universidade não para, se apresenta, enfrenta a pandemia, se coloca como essa instituição solidária e inclusive ousa. A gente está criando o curso de Fisioterapia, Engenharia de Materiais em Aparecida de Goiânia, Pedagogia na cidade de Goiás e nesta sexta-feira iniciamos um novo curso, que é Biblioteconomia na modalidade à distância. Universidade em plena movimentação mas extremamente ameaçada, sem a mínima condição de garantir o funcionamento até o fim do ano”, finalizou.

Leia na íntegra: Jornal Opção

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