Anatomia de um desastre na pós-graduação brasileira

Os meandros da crise na Capes podem ser obscuros, mas as suas causas são claras, afirma Maria Hermínia Tavares em coluna na Folha

Maria Hermínia Tavares é professora titular aposentada de ciência política da USP e pesquisadora do Cebrap. Neste artigo, na Folha de S. Paulo, repercute a destituição de conselho da Capes e a situação atual da área

Completados mil dias no Planalto, Jair Bolsonaro não conseguiu fazer o que mais queria: destruir a democracia. No mínimo, seu fracasso dá a esperança de que tenha perdido de vez o bonde que imaginava conduzir pela contramão da história.

Isso não apequena o desastre que seu desgoverno vem provocando com a mistura tóxica de ignorância, incompetência e má-fé. Os exemplos são muitos, nem todos visíveis a olho nu. É o caso do progressivo desmanche da Capes, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Subordinada ao Ministério da Educação, é peça central daquilo que o estudioso americano Jonathan Rauch chama “Constituição do conhecimento” —por fixar as instituições e normas da ciência.

Trata-se de um complexo sistema de criação de procedimentos compartilhados; avaliação e reconhecimento de credenciais acadêmicas; definição de agendas e distribuição de recursos; treinamento de novas gerações de profissionais da ciência.

Leia na íntegra: Folha de S. Paulo

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