Para ex-ministro da Cultura, em entrevista ao Valor, é preciso antes que gestão escolar e políticas de Estado ofereçam condições adequadas para alunos e docentes
No debate público sobre educação, quando os índices de aprendizagem ficam aquém do desejado, o diagnóstico costuma recair sobre o elo final do sistema representado pela figura do professor. No entanto, para José Weinstein, sociólogo, ex-secretário de Educação do Chile (2000 a 2003) e primeiro ministro da Cultura do seu país (2003 a 2006), essa visão é incompleta e injusta.
Em visita recente ao Brasil para participar do Seminário Internacional de Gestão Educacional organizado pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Unibanco, o especialista chileno defendeu que a qualidade do ensino não é responsabilidade apenas do docente e o potencial dos estudantes e dos próprios professores só floresce quando a gestão escolar e as políticas de Estado oferecem as condições adequadas.
“Efetivamente, os professores são chave, mas eles só podem crescer e desenvolver o seu trabalho se forem apoiados profissionalmente”, afirmou Weinstein em entrevista ao Valor. Segundo ele, o sistema educacional falha quando trata o professor como o único responsável pelos resultados em aprendizagem, ignorando o papel dos diretores. “Muitas vezes não estão presentes as condições para que os professores se desenvolvam. Falta a liderança por parte dos diretores escolares e políticas educativas dos ministérios e secretarias.”
Leia na íntegra: Valor Econômico
