Pesquisa com 25 mil alunos chineses mostra queda de 20% nas notas, em comparação com quem não utiliza ferramenta, destaca a Folha
O uso de inteligência artificial (IA) prejudica o aprendizado e reduz o desempenho em exames escolares de estudantes entre 12 e 18 anos. A conclusão é de um dos primeiros estudos a acompanhar a adoção espontânea de ferramentas de IA por adolescentes e seu uso para resolver lições de casa.
O artigo “The Generative AI Learning Penalty” (a perda de aprendizado causada pela IA generativa, em português) apresenta as conclusões da investigação dos padrões de uso da IA e do desempenho em provas de mais de 25 mil alunos chineses, matriculados naquilo que no Brasil seriam os anos finais do ensino fundamental e do ensino médio.
O texto foi divulgado pelo CEPR, sigla em inglês para Centro de Pesquisa de Política Econômica, que reúne alguns dos principais economistas europeus, mas ainda não foi publicado em revista científica.
O economista sueco David Strömberg, que há anos trabalha com dados chineses e tem diversos artigos publicados nas melhores revistas de economia, e os pesquisadores Victor Lei e Yanhui Wu, da Universidade de Hong Kong, descobriram que o uso de inteligência artificial para ajudar nas tarefas de casa acarreta um desempenho 20% pior nas provas que os estudantes chineses devem fazer a cada mês.
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