Para Conselho de Secretários de Educação das Capitais, conteúdo online deveria valer somente para aulas ao vivo e com limite de alunos para garantir interação, aponta o Valor
Mesmo após a mudança regulatória que estabeleceu, no ano passado, limites para a formação de professores em cursos de Ensino a Distância (EAD), o tema ainda não está pacificado entre legisladores e gestores públicos. Uma audiência realizada na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar mostrou que a regulamentação atual, que obriga os cursos de licenciatura a oferecer não mais que 30% da carga horária na modalidade EAD assíncrono (sem tempo real) está no meio do caminho de grupos diferentes que estão debatendo o tema.
Enquanto deputadas do Partido Liberal (PL) que participaram da audiência defenderam a retomada da permissão de cursos 100% EAD sob o argumento de que garantiria mais inclusão e impulsionaria a formação de mais professores para evitar gargalos no ensino público, o Conselho de Secretários de Educação das Capitais (Consec) defende que a carga horário permitida em EAD assíncrono seja ainda mais reduzida ou até eliminada completamente.
Na visão do Consec, o conteúdo online dos cursos de formação de novos professores deveria ser somente na versão síncrona, ou seja, aulas ao vivo e com limite de alunos por professor para garantir a interação necessária. Segundo a entidade, a permissão anterior para que a licenciatura pudesse ser 100% a distância gerou um impacto negativo na qualidade do ensino e tem dificultado o trabalho de gestão em escolas municipais ao redor do país.
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