Do celular às políticas educacionais: entenda as hipóteses de especialistas para a queda de líderes globais no Pisa

Aplicado a cada três anos, Pisa mede o aprendizado em Leitura, Matemática e Ciências de jovens de 15 anos, destaca o Globo

“Em Leitura e Matemática, as notícias são ruins”. Foi assim que Mathias Cormann, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), começou a apresentar os dados que chocariam educadores ao redor do mundo. Nas nações desenvolvidas, a aprendizagem caiu para o menor patamar já registrado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). 

“A crise não é porque a escola não está fazendo o seu trabalho. É que outras coisas estão acontecendo fora da escola e tornando o trabalho dela e do professor muito mais difícil, muito mais complexo” aponta Paulo Blikstein, professor titular da Universidade de Columbia (EUA).

A tese mais difundida para a queda dos número foi a responsabilidade de celulares e redes sociais. A própria OCDE apontou para essa direção.

“A gente não vê no Pisa nada positivo no uso de mídias sociais, infelizmente. Basicamente, há uma forte relação entre uso de dispositivos digitais para lazer e resultados acadêmicos ou socioemocionais”, afirmou Andreas Schleicher, diretor de Educação e Competências da OCDE, que perde as certezas quando o assunto é futuro: “Agora, se devemos proibir ou reforçar nosso investimento em educação midiática é uma pergunta que continua em aberto. Mas claramente nós precisamos lidar com essa situação”.

Leia na íntegra: O Globo