Atualmente, a UFSC conta com 225 estudantes indígenas
Estudantes e lideranças indígenas, pesquisadores e pesquisadoras, docentes, servidores técnicos administrativos e membros da comunidade externa poderão participar de diversos eventos da programação do Abril Indígena da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que começa nesta quarta-feira, dia 1º, e se estende até o final do mês. O evento é organizado pela Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (Coema) da Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe).
A programação será realizada nos campi da UFSC ao longo do mês de abril e contará com atividades como rodas de conversa, palestras, mesas-redondas, apresentações culturais, oficinas e encontros formativos. As ações buscam articular diferentes saberes e promover o intercâmbio entre conhecimentos acadêmicos e tradicionais. Os eventos da programação serão divulgados no site do Abril Indígena.
De acordo com a Coema, o evento busca promover a valorização da diversidade étnico-racial, dar visibilidade às realidades e demandas dos povos indígenas e fortalecer o diálogo entre universidade, comunidades indígenas e sociedade. Também se configura como um espaço de reflexão crítica sobre as desigualdades históricas que marcam a relação do Estado brasileiro com os povos originários.
As atividades acadêmicas, culturais e políticas do Abril Indígena abordarão temas como direitos territoriais, saúde indígena, saneamento, políticas públicas voltadas aos povos indígenas, diversidade étnico-racial e presença e permanência indígena no ensino superior, entre outros, com atenção especial às realidades dos povos indígenas do Sul do Brasil.
Atualmente, a Universidade Federal de Santa Catarina conta com 225 estudantes indígenas, pertencentes a diferentes povos, entre eles Kaingang, Xokleng, Guarani, Baniwa, Kambeba, entre outros, expressando a pluralidade de territórios, saberes e identidades presentes na instituição.
“O Abril Indígena reafirma o compromisso da UFSC com a promoção da justiça social, da equidade e do reconhecimento da diversidade sociocultural. A iniciativa contribui para o fortalecimento da presença indígena na universidade e para a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo e plural. Além disso, promove o debate público sobre questões fundamentais para os povos originários, ampliando a conscientização da sociedade sobre direitos, desigualdades históricas e a importância do respeito à diversidade cultural”, afirma Juliane Pasqualeto, assistente social da Coema.
Fonte: Notícias da UFSC
