Indicador é calculado a cada dois anos com base no desempenho dos estudantes nas taxas de aprovação escolar, destaca a Folha
Criado para medir o aprendizado dos estudantes brasileiros, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) pautou o debate sobre a qualidade da educação pública no país e foi decisivo na formulação de políticas educacionais. Quase 20 anos após sua criação, evidências de fragilidades em sua metodologia demonstram a necessidade de mudanças no indicador.
Essa é uma das conclusões do livro “Duas Décadas de Ideb: Resultados e Perspectivas”, organizado pelo economista Ernesto Martins Faria e pela jornalista Lecticia Maggi. O livro reúne artigos e relatos de pesquisadores, especialistas em avaliação educacional, professores e diretores de escola, secretários de educação e ex-presidentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela criação e aplicação do Ideb. Na obra, eles fazem um balanço do impacto do indicador e discutem seus limites.
A avaliação predominante entre os autores é a de que o Ideb cumpriu um papel importante ao criar uma cultura de monitoramento da aprendizagem no país, mas reduziu progressivamente o conceito de qualidade educacional a um conjunto estreito de métricas.
Leia na íntegra: Folha de S. Paulo
