SC volta a tentar mudar política de cotas raciais mesmo após derrota no Supremo

Relator na Alesc vota pela constitucionalidade da proposta, mas pedido de vista adia análise após protestos

Menos de três meses depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a lei que proibia cotas raciais nas universidades catarinenses, deputados aliados do governador Jorginho Mello (PL) voltaram a propor mudanças na política de ações afirmativas do estado.

Desta vez, em vez de extinguir a reserva de vagas para estudantes negros, o projeto restringe seu alcance ao condicioná-las a critérios de renda e limitar o total de vagas reservadas.

A proposta, de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL) — o mesmo que propôs a lei derrubada —, começou a ser analisada nesta terça-feira, dia 14, pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

O relator da matéria, deputado Maurício Peixer (PL), votou pela constitucionalidade do texto. A apreciação, porém, foi interrompida após um pedido de vista do deputado Napoleão Bernardes (PSD), em uma sessão marcada por bate-boca entre parlamentares e protestos de estudantes e representantes do movimento negro.

Leia na íntegra: Folha