Racionando verbas, universidades federais em Pernambuco suspendem eventos e uso de ar-condicionado

Com os cortes no orçamento, UFRPE prevê a perda de 65 bolsas de pesquisa até o fim do ano

Com o bloqueio de verbas do Ministério da Educação (MEC), as três universidades federais localizadas em Pernambuco têm suspendido eventos e racionado atividades que gerem gastos, como viagens e uso de aparelhos de ar-condicionado.

Caso novos recursos não sejam liberados até o fim de 2019, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) alegam que alguns serviços podem deixar de ser oferecidos à população.

A situação é semelhante à da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que divulgou que, se o atual corte de verbas for mantido pela União, os mais de 34 mil alunos podem ficar sem aulas ainda este ano.

UFRPE

Caso seja confirmada a manutenção do bloqueio de verbas, a UFRPE declara que “não terá condições de arcar com as despesas dos últimos quatro meses do ano”. Eventos como a Feira de Profissões de 2019, prevista para outubro, já foram suspensos.

Até o fim de 2019, a universidade prevê a perda de 65 bolsas de pós-graduação e pesquisa. Também é possível perder bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), caso não haja orçamento para o pagamento do auxílio.

Univasf

Na Univasf, as bolsas também são afetadas. Segundo a instituição, os projetos que estavam em processo de seleção e seriam implementados a partir de agosto não serão executados por falta de verbas.

Os demais projetos em atividade na instituição devem receber menos recursos para atividades de campo e a Univasf não garante a continuidade das pesquisas, no que se refere ao repasse de verbas. Desde maio, serviços terceirizados, como limpeza e manutenção, têm sido restringidos na Univasf.

O uso de aparelhos de ar-condicionado durante a tarde foi racionado pela Univasf, exceto em laboratórios com experimentos, salas sem janelas e com equipamentos que não podem ser submetidos a altas temperaturas. A medida já havia sido adotada pela UFPE em agosto.

Leia na íntegra: G1

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