Na primeira etapa, projeto deve auxiliar maricultores a expandir e diversificar a produção de algas no Brasi
A Universidade Federal de Santa Catarina inaugurou no último sábado, dia 20, o primeiro Instituto de Ecologização de Mares, Campo e Cidades para o Combate à Fome e à Pobreza. O espaço, na Fazenda Ressacada, em Florianópolis, passa a integrar a estrutura institucional com o propósito de fomentar o ensino, pesquisa e extensão nas áreas de ciências agrárias e ciências biológicas. A iniciativa deverá se dedicar à produção de arranjos e saberes que poderão contribuir para o combate à fome e à pobreza.
A ideia do instituto nasceu de uma visita do Ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O ministro incentivou a criação do instituto para ser um modelo acadêmico dentro da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, iniciativa à qual a UFSC foi a primeira universidade brasileira a aderir. Uma emenda parlamentar viabilizou os recursos usados na reforma do espaço e a proposta ganhou apoio institucional do Gabinete da Reitoria, do Centro de Ciências Agrárias (CCA), do Centro de Ciências Biológicas (CCB), centros e departamentos da UFSC, além de instituições do Estado e da sociedade civil.
O professor Paulo Horta, um dos idealizadores do Instituto e coordenador das ações, agradeceu pelo apoio recebido e aos que “dedicaram recursos e esforços para transformar um prédio em um espaço de construção de pesquisa, inovação, extensão e ensino, em uma perspectiva crítica e emancipadora”.
Nesta primeira etapa, o instituto implementará o programa de Pesquisa e Inovação com Algas, conjunto de projetos que devem auxiliar maricultores a expandir e diversificar a produção de algas no Brasil. De acordo com o professor Horta, o Instituto buscará novos apoios para viabilizar a implementação de uma biorrefinaria de produção de fertilizantes, para fomentar a agricultura familiar a produzir alimento saudável de forma resiliente, sem agrotóxicos.

“Este projeto pode ser a ponte que vai potencializar a aproximação entre maricultores e agricultores, construindo uma base fundamental para termos mares, campo e cidades resistentes e resilientes aos desafios do século 21, quando o agravamento da crise climática e humanitária ameaça o pacto civilizatório”, disse o professor.
Fonte: Notícias da UFSC
