Cursos podem ser proibidos de receber novos alunos ou de aumentar as vagas para os próximos vestibulares, relembra o Globo
Duas associações que representam as instituições de ensino superior acionaram a Justiça para impedir que o Ministério da Educação (MEC) utilize as notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025 como critério para punição de cursos mal avaliados na prova. Elas alegam que parâmetros, como a nota de corte, só foram criados e divulgados depois da realização do teste.
Das 351 instituições de ensino com participantes na primeira edição do exame, 24 ficaram com o conceito 1 e 83 com o 2, faixas de desempenho consideradas insuficientes. Nesses níveis, a média dos estudantes não passou de 60% dos acertos.
A Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades (Abrafi) e a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) argumentam que os resultados foram calculados com base em metodologia “introduzida apenas depois da realização da prova, sem qualquer prévia divulgação dos critérios, da nota de corte ou da forma de cálculo do desempenho individual e institucional, em frontal violação aos princípios da publicidade, da transparência, da motivação adequada, legalidade e da segurança jurídica”.
Leia na íntegra: O Globo
