MEC anuncia repasse de R$ 400 milhões a universidades federais

O montante é adicional ao orçamento de custeio das instituições aprovado para 2026

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira, dia 24, o repasse de R$ 400 milhões para universidades federais de todo o país. O informe foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante reunião com dirigentes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília. O montante é adicional ao orçamento de custeio das instituições aprovado para 2026.

Desse total, R$ 150 milhões serão destinados ao programa InovaLab, que visa remodelar e modernizar laboratórios acadêmicos. Outros R$ 160 milhões serão investidos no fortalecimento de políticas de assistência estudantil. Além disso, serão destinados R$ 70 milhões ao Programa de Extensão Universitária (Proext) para fomento de ações extensionistas e de integração com a sociedade; e R$ 20 milhões na implantação de cuidotecas — espaços de acolhimento e cuidado para filhos de estudantes universitários durante o período letivo.

A medida busca fortalecer as condições de permanência dos estudantes visando ao combate à evasão, estimular a inovação nos campi e ampliar o alcance social das universidades federais.

Camilo Santana destacou o papel das universidades públicas para o desenvolvimento do país e a redução das desigualdades sociais: “Se a gente quer um país independente, soberano e justo, são as nossas universidades que podem abrir portas e transformar vidas. É impressionante a produção científica que a nossa universidade faz e é isso que nos permite buscar soluções para os problemas do Brasil.”

Universidades Transformadoras

No evento, o ministro divulgou também a criação do Programa Universidades Transformadoras, reunindo iniciativas acadêmicas voltadas à inovação, inclusão e estratégia.

No campo da inovação, a iniciativa inclui a realização da segunda fase do Universidades Inovadoras, que priorizará a oferta de cursos de inteligência artificial e nas áreas de STEM — acrônimo em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Science, Technology, Engineering, Mathematics) para instituições não contempladas ou parcialmente atendidas na Fase 1. O objetivo é democratizar a inovação tecnológica com foco no atendimento a instituições ainda não contempladas e no fortalecimento do impacto regional com sustentabilidade acadêmica.

Em outra vertente, a proposta cria o Universidades Inclusivas, que busca ampliar a oferta de cursos voltados à educação inclusiva, formar profissionais para atuação no cuidado e na inclusão e atender a regiões com alta demanda social. E com o Universidades Estratégicas, o programa vai adequar a oferta de vagas à demanda atual, reorganizar cursos existentes e otimizar o uso da infraestrutura e do corpo docente, a partir de diagnósticos institucionais e propostas de transformação.

Fonte: MEC