Docente tem trabalho de referência internacional na área de mecânica de fluidos e é o atual presidente da Embrapii
Atual presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o engenheiro Álvaro Toubes Prata receberá o título de Pesquisador Emérito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em maio, em cerimônia a ser realizada no Rio de Janeiro. Durante 44 anos, ele foi professor de Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), instituição onde também foi pró-reitor de pesquisa e pós-graduação entre 2000 e 2004 e reitor, de 2008 a 2012. A seguir, e até 2018, fez parte do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil, ocupando os cargos de secretário nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento e secretário executivo.
Prata é especialista nas áreas de transferência de calor e mecânica dos fluidos. Em sua área de atuação, foi co-fundador do Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (POLO), que é referência mundial nesse campo do conhecimento. Graduado em Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (UnB), cursou mestrado em Engenharia Mecânica na UFSC e doutorado na mesma área, na University of Minnesota, Estados Unidos, com bolsa do CNPq. Ele é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia Nacional de Engenharia. De 1994 a 1998, foi listado na database online Who’s Who in the World, que fornece biografias atualizadas de líderes e realizadores de todo o mundo, em diversas áreas. Prata foi citado na área de Ciências e Engenharia.
“A carreira científica me proporcionou direção e propósito, além de me qualificar para atuar e contribuir de forma consistente nas ciências da engenharia, área na qual tive o privilégio de conquistar relevância acadêmica e profissional”, observa Prata. Para ele, ser agraciado com o título de Pesquisador Emérito do CNPq é uma honra. “Por me incluir na galeria de destacados pesquisadores e pesquisadoras que já receberam tão importante distinção”, diz.
O título concedido pelo CNPq não é a primeira honraria concedida a Prata, que ao longo da carreira já amealhou troféus e medalhas, sendo premiado diversas vezes pelo trabalho desenvolvido em seu campo do conhecimento. Em 1992, ganhou o Prêmio Revista Brasileira de Ciências Mecânicas (ABCM), reconhecimento da Associação Brasileira de Ciências Mecânicas a indivíduos e instituições que contribuíram para o desenvolvimento da Engenharia Mecânica no Brasil. Prata também ganhou outro Prêmio ABCM em 2004, por melhor dissertação de mestrado de orientanda. Em 1995 e 2006, o pesquisador ganhou o Prêmio EMBRACO, por dez anos e vinte anos de serviços prestados, respectivamente.
Em 2011, Prata recebeu o Prêmio Anísio Teixeira, oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), considerado uma das maiores condecorações do país na área de Educação. A premiação é destinada a personalidades brasileiras que tenham contribuído de modo relevante para o desenvolvimento da pesquisa e formação de recursos humanos no Brasil. Cinco anos depois, em 2016, foi contemplado com o Prêmio ANPEPROP, que premia a inovação tecnológica desenvolvida no Brasil por instituições de ciência e tecnologia em colaboração com empresas petrolíferas. O prêmio é concedido pela Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia de Produção. Em período mais recente, 2022, Prata recebeu o Prêmio Engenharia Mecânica Brasileira, da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas, que destaca a contribuição de indivíduos e instituições ao desenvolvimento da Engenharia Mecânica no Brasil.
Segundo ele, o melhor conselho que poderia dar aos novos pesquisadores é que, para ser bem sucedida, a trajetória acadêmica exige determinação, foco, disciplina e dedicação contínua. “Com o avanço profissional você, jovem, perceberá que seu esforço será recompensado não apenas pelas desafiadoras conquistas alcançadas, mas também pelas contribuições realizadas em sua área de atuação. Ao final, tanto o crescimento individual quanto o coletivo se mostram profundamente gratificantes, fazendo com que todo o percurso tenha valido a pena”, conclui.
Fonte: CNPq
