Agora, a UFSC informa que está avaliando dois cenários “de menor impacto aos beneficiários”
A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve uma nova reunião com a Unimed na última sexta-feira, dia 30, para discutir os valores da tabela de procedimentos para os beneficiários do plano de saúde. É a terceira desde que os servidores foram surpreendidos com aumento dos valores no boleto recebido em janeiro e, mais uma vez, a universidade afirma que houve avanços nas tratativas, sem, no entanto, divulgar o impacto para beneficiários. A expectativa agora é de que no início desta semana uma nova tabela de procedimentos específica para o plano de saúde UFSC-Unimed seja divulgada.
O novo contrato emergencial da UFSC com a Unimed entrou em vigor há dois meses, em 2 de dezembro de 2025. Naquele momento, as mudanças do novo plano anunciadas pela UFSC foram ajustes nos valores das mensalidades; aumento da coparticipação, de 20% para 50%; aumento do teto de coparticipação, por cada procedimento (passou de R$ 150 para R$ 200); e inclusão da modalidade de plano tipo Regional. Em nenhum momento, foi informado que os procedimentos teriam seus valores atualizados em uma nova tabela.
Agora, a UFSC informa que está avaliando dois cenários “de menor impacto aos beneficiários”. “A Administração Central avalia que ambas propostas apresentam justificativas técnicas consistentes e tendem a minimizar os impactos para a maioria dos beneficiários, especialmente nos procedimentos mais demandados. A definição do cenário final e do cronograma de vigência da nova tabela será deliberada internamente”, diz notícia publicada no site da UFSC.
A Unimed informou ainda que o reajuste aplicado no boleto de 1º de dezembro de 2025 será devolvido no boleto de fevereiro de 2026, enquanto os valores de coparticipação cobrados entre os dias 2 e 18 de dezembro de 2025 serão restituídos no de março de 2026.
A Diretoria da Apufsc-Sindical continua acompanhando o caso e enviou ofício à Reitoria da UFSC no dia 22 de janeiro sobre o contrato emergencial do plano de saúde. Para o presidente do sindicato, Bebeto Marques, a insegurança em relação aos valores é “mais uma trapalhada, com efeitos sobre a vida e bolso das pessoas”. Ele acrescenta que isso mostra “descuido, incompetência e certo grau de irresponsabilidade quando assinaram o atual contrato emergencial”.
Imprensa Apufsc
