Risco de aderir a movimentos extremistas online é maior entre homens, jovens e solteiros, destaca a Folha
A misoginia online que se espalha nas redes e tem como adeptos homens e meninos cada vez mais jovens não se resume à mera reprodução do discurso machista no ambiente digital.
Movimentos como o dos red pills e dos incels (celibatários involuntários) surgem como reação aos avanços dos direitos das mulheres no final do século 20 e ganham tração pela dinâmica própria dos algoritmos nas plataformas, que atrai adeptos por meio das chamadas “espirais da radicalização”.
O conceito é cunhado pela antropóloga e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Letícia Cesarino em seu novo livro “Ecologias de crise – uma teoria cibernética da radicalização”, que será lançado em outubro pela editora Ubu. A obra já está disponível para pré-venda e assinantes do clube da editora têm acesso antecipado.
Cesarino defende que características das novas mídias como a hiperaceleração e a polarização algorítmica desorganizam as delimitações de contexto que estruturavam o mundo analógico e transformam os modos de vida e as relações no mundo digital.
Leia na íntegra: Folha de S. Paulo
