As bolsas têm valor mensal de R$ 5,2 mil e duração de 24 meses
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação, publicou nesta terça-feira, dia 12, o Edital nº 16/2026 do Programa Aurora. A iniciativa vai conceder até 300 bolsas de pós-doutorado no país para professoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela Capes. O investimento global é de R$ 37,4 milhões.
As propostas devem ser submetidas exclusivamente pelo sistema eletrônico da Capes, no endereço inscricao.capes.gov.br/individual. O processo ocorrerá em ciclos mensais de análise e o primeiro deles recebe inscrições até o dia 5 de junho. As bolsas têm valor mensal de R$ 5,2 mil e duração de 24 meses.
Podem apresentar propostas professoras grávidas a partir do segundo trimestre de gestação; mães de crianças com até 2 anos de idade; ou mulheres que tenham formalizado adoção ou guarda para fins de adoção no período de até dois anos anteriores à submissão da proposta. No caso de docentes mães de filhos com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento, o pedido pode ser feito independentemente da idade do filho ou filha.
O apoio técnico-científico será realizado por meio da concessão de bolsa de pós-doutorado a pesquisadoras ou pesquisadores indicados pelas docentes beneficiárias e pelos programas de pós-graduação aos quais estão vinculadas. O objetivo é garantir a continuidade das atividades acadêmicas e de pesquisa das docentes, contribuindo com a equidade de gênero na carreira acadêmica.
O edital estabelece que, no mínimo, 30% das bolsas serão destinadas a proponentes autodeclaradas(os) pretos, pardos, indígenas ou quilombolas e, no mínimo, 10% para proponentes com deficiência ou transtorno do neurodesenvolvimento. Haverá ainda fator de correção na nota para propostas vinculadas a municípios com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) inferior a 0,750 ou que indiquem bolsistas de grupos sub-representados.
A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, destaca que o programa foi desenhado para garantir suporte às orientadoras durante o período da maternidade.
“A maternidade deve ser reconhecida como parte legitima da trajetória profissional. A política da Capes tem sido no sentido de construir ações que avancem para corrigir essas desigualdades históricas e para garantir a permanência de mães na carreira acadêmica”, afirmou.
Fonte: Capes
